Maio de 1973, essa foi a data de lançamento do primeiro carro compacto da General Motors fabricado no Brasil. Com o slogan “A GM não faria mais um carrinho”, a montadora fazia uma brincadeira, visto que o Chevette era um esportivo de dimensões reduzidas, tendo o público de classe baixa e média como principal alvo.

Chevrolet Chevette SL 1976. Foto: Reprodução/Internet.

Chevrolet Chevette SL 1976. Foto: Reprodução/Internet.

Criado como a quarta geração do Opel Kadett, o Chevette surgiu na Alemanha, por volta da década de 30. Para ir bem no Brasil, a Chevrolet resolveu investir em um design mais moderno, além de também dar uma melhorada no motor do compacto. Ciente de que o público jovem era o principal interessado nos modelos esportivos, a GM projetou um carrinho descolado, sinal disso foi a remoção da famosa chave no tanque de gasolina.

Indo contra tudo e todos, a Chevrolet escolheu o pior momento para lançar o Chevette, visto que o mundo passava por uma grave crise no setor petrolífero, onde o roubo de combustível (principalmente gasolina) era algo rotineiro em diversas partes do planeta. Por arriscar e confiar no seu projeto, a GM acabou colhendo os frutos nos anos seguintes.

Chevrolet Chevette SL 1978. Foto: Reprodução/Internet.

Chevrolet Chevette SL 1978. Foto: Reprodução/Internet.

Com os comandos próximos a mão, alavanca de câmbio bem localizada e direção levemente inclinada para a esquerda, o Chevette era um carro muito gostoso de ser conduzido. Tanto que na época, o compacto foi escolhido como um dos modelos mais prazerosos de ser dirigido.

Os passageiros do banco traseiro entravam no carro tranquilamente, visto que o assento levantava. O barulho emitido pelo balanço do combustível no tanque (instalado atrás do encosto traseiro) também era uma das marcas registradas do Chevrolet Chevette.

Chevrolet Chevette SL 1981. Foto: Reprodução/Internet.

Chevrolet Chevette SL 1981. Foto: Reprodução/Internet.

Passados tantos anos, o Chevette ainda continua com sua pegada esportiva, no entanto esse atrevimento fica apenas na impressão, uma vez que o seu motor de 1.400 cc e apenas 69 cv de potência são incapazes de responder aos chamados de arrancadas mais fortes. Se por um lado, o desempenho não se equipara aos modelos esportivos atuais, a tração traseira deixou saudades, visto que a realização de curvas com o compacto era uma experiência única.

A linha de produção do Chevette se manteve ativa por vinte anos, sendo o compacto o responsável por impulsionar a criação de versões futuras. A configuração com quatro portas, o modelo hatch, a perua Marajó e a picape Chevy 500 são frutos de um projeto que iniciou com o velho Chevettinho. Lembrando que durante essas duas décadas, o modelo alternou motores que iam do 1.0 ao 1.6.

No ano de lançamento, o GM Chevette custava cerca de 21.290 cruzeiros, sendo mais caro que o VW Fusca (motor 1.5 e preço de 17.800 cruzeiros) e mais barato que o Corcel cupê standart (custava 22.668 cruzeiros). Nos dias atuais, o valor cobrado pelo velho Chevettinho daria para comprar um Fiat Palio ELX Fire 1.3 16V.